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Zé Carlos & Guss

 notícia de hoje é bem triste.

Mais um dos nossos anjos de 4 patas se foi na manhã dessa segunda-feira.

Guss, um lindo e especial Golden Retriever que guiou por 3 anos nosso querido amigo Zé Carlos foi ao encontro de outros amigos caninos no céu.

 

Zé Carlos, saiba que compartilhamos essa dor com você e estamos fazendo nossas orações para que Deus a transforme em uma doce saudade o mais breve possível.

 

Enquanto isso não acontece, conte com a gente para o que for.

 

De todos amigos do IRIS.

futuro cão guia

futuro cão guia - IRIS

“O programa de cães guia do Instituto IRIS, precisa da sua colaboração, A doação de recursos é fundamental para o desenvolvimento da atividade no Brasil

Você pode ajudar contribuindo com um depósito de qualquer valor na conta corrente do Instituto IRIS nos bancos: Bradesco, Real ou Santander, ou solicite um boleto  para ser creditado em qualquer instituição bancária pelo e-mail : doador@iris.org.br

A sua participação é vital para nós, contribua!

Banco: 237 (Banco Bradesco)
Agência: 0548-7
Conta: 101.400-5 *

*Banco: 356 (Banco REAL)
Agência: 0409
Conta: 8038756-9 *

CNPJ: 05.295.189/0001-00
Razão Social: Instituto IRIS – de Responsabilidade e Inclusão Social
Entidade qualificada como OSCIP pelo Ministério da Justiça

Passageiro cego será indenizado por negativa
de embarque de seu cão-guia em avião

Data de publicação: 3 / 02 / 10

A Gol Transportes Aéreos S.A. foi condenada a indenizar passageiro cego que não pode embarcar no vôo acompanhado de seu cão-guia. Receberá danos morais e materiais, de acordo com decisão da 12° Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O autor, deficiente visual, sustentou que a empresa ré não autorizou seu embarque em de Porto Alegre para Maringá, acompanhado do seu cão-guia “JADA”. Conseguiu embarcar apenas no dia 13/11/05, após concessão de liminar concedida no plantão judiciário.

A companhia aérea alegou que impediu o embarque no porque o autor não portava a documentação exigida para ingresso do animal na aeronave e que apenas observou norma do Ministério da Aeronáutica ao exigir a documentação do animal (atestado de sanidade). Condenada na Comarca de Bento Gonçalves, interpôs apelo ao YJ.

O Desembargador relator do recurso, Orlando Heeman Júnior, mencionou que no momento do embarque o passageiro portava os certificados de habilitação do animal como cão-guia e de controle de vacinas, além de atestado de saúde firmado por médica veterinária. Sendo assim, concluiu que a ré agiu de forma equivocada ao vedar o embarque do autor, pois este apresentava a documentação exigida.

Danos materiais

O autor será ressarcido de despesas materiais extras comprovadas, pois teve de retornar a Bento Gonçalves, onde reside, e dois dias depois voltar a Porto Alegre para finalmente embarcar ao destino. Esses gastos corresponderam à taxa de transferência de vôo, despesas com motorista, gasolina e pedágio, totalizando R$ 746,00. Não foi concedido o valor referente aos honorários advocatícios referentes ao ajuizamento da ação cautelar.

Dano moral

O dano moral foi considerado caracterizado, em decorrência do sentimento de frustração por parte do autor, já que era a primeira vez que viajava sozinho, acompanhado somente do cão-guia. Avaliou contudo que o abalo não foi de extrema gravidade, devendo haver reparação pelo incômodo e perturbação ocasionados. Fixou o valor em por danos morais em R$ 9 mil, reduzindo para a metade o valor que havia sido fixado em sentença.

A sessão ocorreu em 3/12/09. Votaram de acordo, o Desembargador Cláudio Baldino Maciel e a Desembargadora Judith dos Santos Mottecy.

Proc. 70029549078

EXPEDIENTE
Texto: Gabriela Bizz
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br

com a palavra Marcos Leandro, usuário do cão guia Wyatt:

“Ao mesmo tempo em que fico satisfeito com a notícia, fico pasmo por um caso que deveria ser rápido e simples, tenha se arrastado por tanto tempo pelos labirintos da “justiça” Acredito que a lei deveria ser alterada para que em certos casos, o recurso não fosse cabível. Recursos cujo único intuito é o da protelação. Outrossim, é incrível como em um estado brasileiro de tal relevância, como o Rio Grande do Sul, uma coisa assim tenha acontecido. Mas temos que ter em conta todavia, que foi em uma época muito longínqua, onde ainda o cão-guia não era assim tão aceito. Mas, hoje muito já mudou.  E, muito ainda há para mudar.

Parabéns ao TJ/RS, parabéns ao demandante!”

Marcos André Leandro

Nota: através do link acima os internautas poderão ter acesso a um arquivo em MP3 com o áudio deste artigo, esta foi uma agradável surpresa no site do Tribunal do Rio Grande do Sul. Parabéns pelo respeito ao cidadão!

nova cédula de 100 reais

O Banco Central e a Casa da Moeda lançaram as novas cédulas do Real. O objetivo maior é tornar o dinheiro brasileiro ainda mais seguro, agregando as mais modernas tecnologias de produção às notas.

Um novo design para o dinheiro brasileiro

novas cédulas de 50 reais

Lançada em julho de 1994, a série de cédulas atual permaneceu praticamente inalterada por 15 anos.

O projeto das novas cédulas brasileiras vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil – CMB, responsável pela produção do dinheiro. As novas cédulas do Real atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que até então enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas. Com tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, a nova família de cédulas facilitará a vida dessa importante parcela da população. Dotadas de recursos gráficos mais sofisticados, as notas ficarão mais protegidas contra as falsificações

A temática da atual família – efígie da República nos anversos e animais da fauna brasileira nos reversos – será mantida, porém os elementos gráficos foram redesenhados, de forma a agregar segurança e facilitar a verificação da autenticidade pela população. A nova família vai manter a diferenciação por cores predominantes, aspecto que facilita a rápida identificação dos valores nas transações cotidianas, inclusive por pessoas com visão subnormal

As primeiras cédulas a serem lançadas serão as de R$ 100 e de R$ 50, que demandam maior segurança contra falsificações por serem os valores mais elevados em circulação. A substituição do meio circulante será feita aos poucos, à medida que as cédulas atualmente em circulação forem retiradas em decorrência do desgaste natural. No primeiro semestre de 2011, serão lançadas mais duas denominações – R$ 20 e R$ 10 –, devendo toda a nova família estar em circulação em um período de dois anos.

Perguntas e respostas – segunda família de cédulas do Real   

1. Por que mudar as cédulas?

O Real se consolidou como uma moeda forte, usada cada vez mais nas transações cotidianas e como reserva de valor. Com o avanço das tecnologias digitais nos últimos anos, é necessário dotar as nossas cédulas de recursos gráficos e elementos anti-falsificação mais modernos, capazes de continuar garantindo a segurança do dinheiro brasileiro nos próximos anos.

2. Por que a mudança está ocorrendo agora?

O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido há vários anos pelo Banco Central em parceria com a Casa da Moeda do Brasil – CMB. No entanto, a atualização tecnológica das cédulas dependia da aquisição, pela CMB, de equipamentos de impressão mais modernos. Esse processo está sendo concluído em 2010, com a instalação e testes das novas linhas de produção, adquiridas por licitação em 2009.

3. As notas que já estão em circulação continuam válidas?

 Sim, as notas antigas continuarão valendo e serão substituídas aos poucos, à medida que forem sofrendo o seu desgaste natural.

4. As notas antigas valerão menos?

 Não, as notas antigas continuarão com seu curso legal, com o mesmo valor.

5. Tenho que trocar minhas notas atuais pelas novas?

As novas notas entrarão em circulação através dos bancos comerciais, dos caixas automáticos e da rede de comércio. Não há necessidade de trocar as notas antigas por novas na rede bancária, pois as duas famílias conviverão em circulação por um bom tempo.

6. De que material serão feitas as novas notas?

 A segunda família de cédulas do Real será impressa em papel fiduciário, conforme a família atual.

7. Por que o processo de substituição vai se iniciar com as notas de 50 e de 100 reais?

 As duas notas de maior valor do meio circulante brasileiro são as que demandam maior proteção contra as tentativas de falsificação.

8. Quando serão lançadas as demais notas?

A previsão é lançar as novas notas de 10 e 20 reais no primeiro semestre de 2011 e as de 2 e 5 reais no primeiro semestre de 2012. As datas exatas dos lançamentos serão divulgadas oportunamente pelo Banco Central do Brasil.

9. Será lançada a nova nota de 1 real?

Apesar de estar contemplada no projeto da nova família de cédulas do Real, a nota de 1 real não tem previsão de lançamento, uma vez que, para este valor, o Banco Central vem priorizando a emissão de moedas, que apresentam uma relação custo-benefício muito superior à das notas, em função de sua durabilidade.

10. Quais são as principais diferenças das novas notas em relação às atuais?

 Os novos equipamentos e insumos permitirão a impressão de desenhos mais complexos com maior precisão, aumentando a percepção de uma impressão de qualidade superior. Alguns elementos de segurança já presentes nas atuais cédulas – como a marca d’água, o registro coincidente e a imagem latente – foram redesenhados de modo a facilitar a sua verificação pela população e dificultar a reprodução por falsários. Outra novidade são os tamanhos diferenciados por denominação. Nas notas de 50 e 100 reais, a maior mudança é a inclusão de uma faixa holográfica com desenho personalizado para cada denominação, um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação hoje existentes.

11. Por que as novas notas terão tamanhos diferenciados.

O principal motivo é garantir a acessibilidade dos deficientes visuais ao dinheiro brasileiro, oferecendo um recurso confiável para reconhecimento e diferenciação das cédulas.

12. Quais serão as dimensões das novas notas?

2 reais – 12,1cm x 6,5cm;

5 reais – 12,8cm x 6,5cm;

10 reais – 13,5cm x 6,5cm;

20 reais – 14,2cm x 6,5cm;

50 reais – 14,9cm x 7,0cm;

100 reais – 15,6cm x 7,0cm.

 

13. Por que foram mantidos a figura da República e os animais?

    A fim de facilitar a identificação visual e diminuir o impacto da mudança para o cidadão comum, optou-se neste projeto por manter a temática das atuais cédulas do Real. Porém, foram desenvolvidas novas gravuras, tanto da figura da República quanto dos animais que estampam os reversos das notas.

14. Por que foi alterada de vertical para horizontal a orientação dos desenhos nos reversos?

    A nova orientação dos reversos permitiu uma diagramação com maior destaque para elementos de segurança importantes para a população, como a marca d’água, e a inclusão dos elementos novos, sem que se perdesse a referência visual das atuais cédulas.

15. Que aspectos das atuais notas se manterão na nova família?

    Serão mantidos os valores (2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais) e os temas (figura da República e animais da fauna brasileira). A cor predominante de cada cédula também será mantida, porém, como a nova família conta com recursos de produção mais avançados, haverá uma maior riqueza de cores de fundo.

Fonte: Banco Central do Brasil

http://www.bcb.gov.br/

Brasília, 3 de fevereiro de 2010

Assessoria de Imprensa

Imprensa@bcb.gov.br

(61) 3414-3462

artigo:

Como os cegos diferenciam as notas de dinheiro?

FONTE:

REVISTA  EPOCA

 http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103120-15223,00-COMO+OS+CEGOS+DIFERENCIAM+AS+NOTAS+DE+DINHEIRO.html

NOTAS DE REAL

notas de real


Como os cegos diferenciam as notas de dinheiro?

As cédulas de real apresentam diferenças perceptíveis no tato apenas quando estão novas. O Banco Central deve adotar modelo estrangeiro para que os cegos consigam identificar melhor os valores. O braile não é uma opção viável

Laura Lopes


Real
As notas apresentam apenas marcas de relevo
Em qualquer lugar do mundo é possível reconhecer o valor das notas de dinheiro. Seja na Índia, na China ou nos Estados Unidos, e nem precisa saber a língua nativa, nem mesmo ser alfabetizado. Só há uma exceção para essa regra: os deficientes audiovisuais. Como eles contam dinheiro? Aqui no Brasil, as moedas da segunda família (a segunda geração de moedas de real) possuem tamanhos e espessuras diferentes, algumas são serrilhadas nas bordas, justamente para serem diferenciadas por meio do tato. Já as cédulas têm marcas de relevo que se perdem com o uso. “Essas marcas são pouco perceptíveis, principalmente para os mais idosos. E, com o tempo, as notas vão perdendo o relevo”, diz Regina Fátima Caldeira de Oliveira, deficiente visual e coordenadora da Revisão dos Livros Braille da Fundação Dorina Nowill, de São Paulo.

NOTAS DE EURO

notas de euro

Euro Cada valor tem um tamanho diferente, obedecendo à regra de quanto maior o valor, maior o tamanho. A nota também apresenta marcas táteis em relevo
A primeira solução que vem à cabeça é a inserção de caracteres em braile nas notas. Essa, no entanto, é uma saída pouco útil: o braile sairia com o desgaste das cédulas, assim como acontece com as marcas de relevo atuais. “Além disso, o braile é lido por muitas pessoas cegas, mas não por todas. A gente não quer braile nas notas”, afirma Regina, que participou de reuniões com o Banco Central e a Casa da Moeda, junto a entidades representativas dos deficientes visuais do país, para encontrar uma solução viável e prática para o problema. O BC comunga a opinião da Fundação Dorina. Segundo João Sidney, do chefe do departamento de Meio Circulante, “a tecnologia de impressão não tem sobrevida. Na terceira manipulação da nota, o braile já acaba”.

Apesar da concordância, pouca gente sabe que o braile não é o melhor caminho a seguir. No dia 27 de outubro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou um ofício à Casa da Moeda solicitando informações sobre a viabilidade técnica para implantação desse sistema de leitura nas cédulas e moedas do país. A proposta, feita pelo conselheiro do Amazonas Edson de Oliveira, tem a melhor das boas intenções, em defesa dos direitos dos cegos, já que os mesmos não têm acesso à leitura das notas. Mas não funciona. “Há quem faça isso para melhorar e ajudar, mas devia falar com pessoas que lidam com o problema diriamente e que podem ter a melhor proposta”, diz Regina.

Austrália As notas têm tamanhos diferentes e são reconhecidas por meio de um gabarito
Entre as propostas sugeridas nas reuniões entre as entidades e o governo, a que mais agrada Regina é o modelo adotado na Austrália e nos países que fazem parte da comunidade Européia (e usam o euro). Lá, as notas possuem tamanhos diferentes, crescendo à medida que o valor aumenta. O portador de deficiência visual recebe uma espécie de gabarito que indica o valor da nota, em braile. Ao colocar a nota dentro desse gabarito, sua ponta vai cair sobre o valor correspondente a ela. Serve mais para quem ainda não decorou o tamanho das notas ou não está acostumado àquela moeda.

Canadá Além das notas terem furinhos arranjados de formas diferentes para cada valor (à dir.), um aparelhinho lê a nota e emite um sinal diferente para cada valor, por meio de voz, som ou vibração
Na opinião do BC, no entanto, o modelo canadense é que deve vigorar no Brasil. Segundo o chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central, não é necessário mexer no design ou tamanho do dinheiro. “O Canadá insere nas notas uma tinta invisível diferente para cada valor e distribui um aparelhinho subsidado que reconhece o magnetismo da tinta e emite um sinal para cada valor”, afirma João Sidney. Trata-se de um aparelho pequeno, que pode ser levado no bolso e distribuído gratuitamente pelo Canadian National Institute for the Blind. Sobre o gabarito, adotado pelos australianos e europeus, Sidney diz que não é a melhor solução e, como o reconhecimento é feito pelo tato, pode levar a erros de interpretação. “Eu apostaria nessa tecnologia sonora”, diz. Só não se sabe quando ela entrará em vigor.

braille link

link para a revista Época

Cadu e Daniela Santos

Oi pessoal,

Apesar de quase nunca (ou nunca) ter escrito nada por aqui, sempre acompanho o relato dos colegas como se os vivenciasse à medida em que leio.

Na perspectiva de dias melhores, gostaria de compartilhar uma experiência que tive em 2009, mas acredito que o saldo tenha sido positivo.

Em setembro, precisando daqueles médicos de meninas, solicitei à uma amiga a indicação de algum, pois nesses casos, uma indicação é sempre válida, não?

Pois bem, consulta agendada, lá nos dirigimos para a clínica do médico, localizada dentro do Pró Matre.

Os funcionários do hospital ficaram encantados com a criatura peluda de quatro patas, mas o médico nem tanto!

Confesso que na hora, fui tomada por um misto de indignação e revolta, afinal, por quê não poderia ser atendida com meu cão-guia?

Na hora, simplesmente frustrada com a postura do médico, desci à recepção do hospital e liguei para a polícia relatando os fatos. A soldada que me atendeu, encaminhou uma viatura para que eu pudesse registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia.

- Pausa para um comentário: O Cadu estava muito engraçado sentado no banco de trás da viatura, acho que na cabeça dele, ele cantarolava a música do Snap “The Power”-

Voltando a meu relato.

Após tomar todas as medidas burocráticas sobre o assunto, julguei pertinente tomar ações legais para assegurarmos nosso direito de ir e vir, tal qual reza nossa constituição federal.

Fui ao Ministério Público para  fazer uma reclamação formal, afinal eu acho que as coisas não poderiam acabar ali e ficar tudo por isso mesmo.

Em dezembro, tivemos uma audiência e pedi à Thays Martinez que nos acompanhasse, afinal, ela tem muito mais experiência e vivência no assunto do que eu.

Após vários questionamentos, indagações e argumentos do promotor ao médico e seu advogado, saí de lá com um sentimento de ter feito a coisa certa, pois tenho certeza que ele comentaria o ocorrido com seus colegas de profissão, e outras medidas serão tomadas na tentativa de evitar estes desgastes todas as vezes que necessitemos ir a um médico.

É totalmente desnecessário falar que durante toda a audiência, Cadú e Diesel tiveram comportamento exemplar!

As músicas do Roberto Carlos não são meu estilo preferido, mas há um trecho de uma canção dele que diz: “eu queria ser civilizado como os animais”.

Concordo plenamente com esta afirmação.

Abraços dos amigos,

Dani Santos & Cadu.

link para os curiosos:

SNAP – “THE POWER”

Dani Kovacs e Basher

Talvez meus olhos morram.
Desisti de pensar como será.
Foi importante: mitigou o desespero, se pode ser tão ou mais feliz.
Aceitar, sem preconceito ou sofrimento.
Pouco importa a reação do outro.
Tanta ajuda surgiu, a bondade também pode surpreender.
A bengala: mais amigos e segurança, essencial à independência que se perdia.
A cegueira.
Eu, tão cética à época, pedi, sei lá a quem, mais tempo.
Engraçado! Tive o que queria.
Também tive medo e pena.
Meu futuro que até então se afigurava tão promissor…
Será que o esforço era para mim?
A progressão bate à porta para avisar dos limites.
Sábias palavras: inclusão e integração. A doença, processo natural.
Sim, vejo pouco, não vi, pouco importa.
A dificuldade me torna melhor. Essa é palavra certa?
Palavras, palavras, às vezes me sinto num turbilhão delas. Necessidade de memorizar o que não se vê?
Sabe, é bom ver as pessoas sem aparência.
Eu já quis guardar o pôr-do-sol.
Talvez o externo não tenha mesmo importância, ou tenha…
Não tenho mais medo.
A troca é fundamental. Somos felizes.
Sim, meus olhos podem cegar, e daí?
Eu tenho o Basher, meu cão guia.
Daniela F. Kovács

:-)

http://mais.uol.com.br/view/191070

por RAFAEL BARIFOUSE

O labrador mudou a vida de uma paulistana e abriu as portas da cidade para seus semelhantes

Treinado no centro americano Leader Dogs, Boris foi os olhos de sua dona, Thays Martinez, por nove anos

Thays Martinez realizou um sonho de infância aos 26 anos: caminhar sozinha à beira mar. Deficiente visual desde os quatro, por causa de uma caxumba, a advogada não tinha referências suficientes para andar com a bengala na areia. Tudo mudou em 2000, em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. O passeio de meia hora, com direito a um mergulho de lavar a alma, só foi possível por causa do novo companheiro: o cão-guia Boris. “Tinha me formado e já trabalhava. As pessoas achavam que estava bom. Mas Boris me fez mais livre”, diz. Depois de conhecer o labrador no centro americano Leader Dogs, no estado do Michigan, ela ganhou autoconfiança para mudar de vida. Hoje, aos 31 anos, mora sozinha, namora e dirige a ONG Iris. “Passei a fazer escolhas sem medo de errar. Boris me levou por caminhos que eu nunca tinha percorrido.” Ele virou um símbolo quando foi protagonista de uma disputa com o metrô em 2000. A entrada de cães-guia era permitida por lei municipal, mas foram necessários seis anos de briga na Justiça para garantir esse direito. Hoje, restaurantes, shoppings, teatros, supermercados, casas noturnas e meios de transportes são multados em até R$ 50 mil caso desrespeitem a lei. Boris foi parar nas páginas dos jornais como o Élvis dos cães-guia, que havia aberto, literalmente, as portas da cidade para eles.

O labrador já havia dado sinais de que não era como outros cães. Treinado por um homem, ele não aceitava ordens de Thays nos primeiros dias de treinamento. Para piorar, era o líder do bando e não se dava às mesmas gracinhas que os companheiros. Não gostava de brinquedos, por exemplo, apenas de garrafas de plástico, mas, segundo a dona, perdia o interesse assim que tirava a tampa. Andava como queria, por onde queria, enquanto Thays trombava com obstáculos e agradecia por eles serem de isopor.

Boris tinha vocação. Calculava a velocidade para a dona não esbarrar em nada. Mas também aprontava

A advogada chegou a pensar que aquela segunda tentativa de ter um cão-guia terminaria em frustração como quatro anos antes. “Ele tinha um vínculo forte com o treinador”, diz Moisés Vieira Junior, preparador brasileiro que acompanhou a advogada na viagem. “Isso foi bom. Quando o vínculo foi transferido, ele virou o melhor cão-guia do mundo.”

Thays teve de lutar na Justiça para garantir o direito de andar com Boris no metrô

Boris tinha vocação para a profissão. Era capaz de voltar ao mesmo lugar já na segunda visita. Andava rápido quando a advogada estava de tênis e devagar nos dias de salto. Calculava o espaço necessário para ela não esbarrar em nada quando carregava sacolas. Mas também aprontava. Um dia, fez Thays desviar de uma árvore caída e ganhou um biscoito pelo bom trabalho, como de costume. A fez desviar outras vezes até que a dona perguntou aos moradores da rua se havia muitos troncos no caminho. Tudo estava normal, e o estômago de Boris, mais cheio. Ele só dava problema com outros de sua espécie. “Boris não se dava muito com cães. Certas situações me fizeram crer que ele achava que era gente”, diz Thays. Como quando cutucava alguém e, em seguida, colocava o focinho no sofá para pedir para sentar. Ou quando a advogada se pesava na farmácia e ele subia na balança logo depois.

Thays e Boris no Metrô

Boris foi os olhos de Thays por quase nove anos. Aposentou-se em novembro de 2008 depois da chegada do labrador Diesel. No começo, Boris ainda ia até Thays quando a ouvia acordar. Ao se dar conta de que outro estava em seu lugar, deu um gelo na dona por um tempo, mas acabou aceitando. Chegou a aproveitar a aposentadoria quando viveu um tempo com um casal de amigos da advogada. Já se permitia brincar com outros cães e até a paquerar. De repente, começou a ficar abatido e recusar comida. Na segunda consulta, veio o diagnóstico: câncer de coração com metástase nos pulmões e abdômen. “Não tinha cura”, diz a veterinária Renata Corigliano. “Demos qualidade de vida. Foi muito rápido”. Boris foi sacrificado no final de outubro, aos 11 anos. Foi-se com a missão cumprida e um pouco além.

Sentada na sala de sua casa, Thays se emociona ao lembrar do seu “marido de um casamento arranjado”. Os momentos vêm em flashes. A descoberta de uma rua, as aulas do MBA e a festa que faziam para ele na chegada ao trabalho. Uma das lembranças mais recorrentes é a maciez do seu pelo “de pelúcia” cor caramelo. Ao recordar da primeira caminhada, ela conta que vai voltar a Peruíbe para se despedir dele com cinzas ao mar. Diz ser incapaz de encontrar só uma palavra para definir Boris. Depois de refletir, acha uma à altura para o cão-guia que fez com que ela e tantos outros enxergassem o mundo à sua maneira: “Luz”.

FONTE: Revista Epoca http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI106422-15375,00-BORIS%20HOMENAGEM%20AO%20CAOGUIA%20PIONEIRO%20NO%20METRO.html

Senador Romeu Tuma

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) afirmou, durante a comemoração nesta terça-feira (15), pelo Senado, do bicentenário de nascimento do criador do sistema braile de leitura para cegos, Louis Braille, que a data serve para chamar a atenção da sociedade para as dificuldades por que passam aqueles que têm esse tipo de deficiência. Tuma também conclamou os senadores a aprovarem mais leis que facilitem a inclusão e a proteção dos deficientes visuais e de outros que necessitam de cuidados especiais.

O senador citou algumas pessoas cegas que obtiveram notoriedade por enfrentar o preconceito, como a advogada Thays Martinez, que em 2006 foi constrangida ao tentar circular com o seu cão-guia (um labrador de nome Boris) no metrô da cidade de São Paulo. Sua causa acabou gerando a lei do cão-guia, lembrou Tuma, que permite a presença do animal em todos os ambientes em que o deficiente visual esteja.

Romeu Tuma aproveitou ainda para elogiar o trabalho da Fundação Dorina Nowill que há 63 anos faz um trabalho de inclusão na sociedade dos deficientes visuais, pedindo também a criação de mais espaços e escolas para os cegos.

- Esta sessão tem uma importância muito grande, pois chama a atenção daqueles que têm a responsabilidade de oferecer seu serviço àqueles que necessitam – afirmou.  

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=98419&codAplicativo=2&codEditoria=2

Dani & Basher

UM DESABAFO!!

Quase todos os dias ouço: “cachorro não pode entrar”.

Explico que o Basher é um cão guia e eu deficiente visual e que a Lei Federal nº. 11.126/2005 autoriza que entremos juntos em todos os locais.

Ora, ele está comigo porque me guia e não por outro motivo.

Mas isso ocorre em restaurantes, bares, supermercados, shoppings, em todo canto.

E hoje aconteceu uma coisa que me deixou chateada, embora aconteça com freqüência: um motorista de táxi não quis nos levar. Disse: “se o cachorro for eu não levo, ele é muito grande”. Expliquei que ele era um cão guia, que levá-lo era obrigatório, mas não teve jeito.

Sei que essas dificuldades acompanham todas as coisas boas que o Basher me traz. A independência, inclusão social. O carinho e a companhia, a segurança, o sorriso que ele põe no meu rosto tantas vezes ao dia.

O motivo desse desabafo é para que mais pessoas tenham informação e isso mude um dia.

Todos por um mundo mais inclusivo.

Direito de acesso com o cão guia é direito fundamental da pessoa com deficiência.

Conto com vocês!!

Dani, Hoje, 12 dezembro!

BETO PEREIRA & SIMON

No último dia 09, a Miolo Wine Group decidiu inovar e trouxe ao paladar de pessoas com deficiência visual o prazer de degustar os melhores vinhos reconhecidos mundialmente. Mas a iniciativa não parou por aí: o objetivo da equipe Miolo, representada por Fábio Miolo, Rong e Sillk foi trazer ao conhecimento de Beto Pereira, Karolline Sales, Thays Martinez, entre mais outras três pessoas com deficiência visual, informações preciosas sobre maneira correta de segurar uma taça, vinho adequado para diferentes situações e comidas e diversos paladares de vinhos.

As atividades continuaram. Além disso foram apresentados dois rótulos de garrafas em Braille, sendo uma da Europa e outra do Brasil.

A idéia surgiu de uma conversa informal entre os renomados membros da Miolo, que cogitam a possibilidade de um dia formar sommeliers cegos.

Por Karolline Sales (Consultora em inclusão)
Date: 11 de dezembro de 2009

Autor: Beto Pereira

FONTE: http://www.betopereira.com.br

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