
19/07/09
Prezados, tendo em vista o sucesso que a mensagem abaixo alcançou com meus amigos que a receberam por e-mail, gostaria de compartilhar o conteúdo com o pessoal que acompanha o blog. Abraços, Leo
Queridos amigos,
Gostaria de roubar a atenção de todos, após tão prolongado silêncio, por um minuto apenas. Gostaria de compartilhar uma lembrança gostosa, estilo baú do tempo:
Exatamente um ano atrás, dia 16 de junho de 2008, eu tive meu primeiro contato com um ser quadrúpede, cor de chocolate, que veio a ser meu cão-guia. Um ano atrás, para mim, o relógio ainda apontava dezoito horas, mas o meu corpo sentia como se fossem as vinte e três horas de agora ou mais: um infinito número de horas que pudesse alcançar o cansaço da viagem e a emoção daquele primeiro encontro. Um cansaço que refletia não tanto a exaustão e a insegurança, mas a reflexão e a experiência. De fato. se o passar dos anos traz alguma virtude, é com certeza esta: a de poder cotejar quase tudo o que vivenciamos com os erros e os acertos do passado. E foi assim que naquele dia eu vivi com intensidade o contraste entre dois bichos: um do passado e um do futuro. Lella e Brami. Lembrança e vivência. Sono.
Dizer que conheci o Brami naquele dia seria leviandade. É que os cães não são lá muito diferentes das pessoas em muitos aspectos rudimentares. “Esse cachorro tem gênio forte”, foi logo dizendo o treinador. “Melhor não deixá-lo dormir com você esta noite, do contrário você não descansa.” Com o tempo fui descobrindo que Corrado, o treinador, não estava brincando. O Brami tem uma presença forte. Está no nosso mundo e sabe a que veio. A cada dia vejo um Brami que se inventa e reinventa, desigual a si mesmo. Falo dele, mas a verdade é que o espelho me desfere a mesma acusação.
Mas o que impressiona é que, entre constâncias e mudanças, já se passou um ano, 365 dias, e foi que de tanto nos reinventarmos, calhou que inventamos parecidos, meio igualzinho de quinem, meio cara dum e focinho do outro. Foi surgindo, dia após dia, uma cousa que pouco lembra os mitológicos anos e gestas de minha querida Lella, mas que é um achego que também tem seu aconchego. Longe da áurea maternal e protetiva, perto do vigor exuberante que só a camaradagem entre amigos explica. Aquela camaradagem ora agressiva, ora complacente, ora com brigas e rusgas, ora com harmonia inesperada, mas sempre com cumplicidade e eficácia. É daquelas relações em que os amigos encontram espaço para destilar a ira e promover a união.
E foi assim que, embora ainda me venham ganas, quase todos os dias, de matar meu animal achocolatado quando ele resolve brigar com toda a população canina do bairro, tenho que admitir que ele se tornou, ao cabo de um ano, meu segundo cão-guia. E aprendeu a desempenhar bem a arte de seu ofício. É ele, e só ele; mais ninguém poderia ocupar esse cargo.
Parabéns, Brami, por ter sabido conquistar seu espaço.
Um abraço para todos, Leo
De flávia sobre Um ano com o Brami # [Pendente]
Gostaria de fazer um apelo… vejo esse cão todos os dias, na academia onde treino…./
resposta: Cara Senhora Flávia, solicito que entre em contato por e-mail o quanto antes para falar-mos sobre a questão levantada, meu nome é José, meu email é jose@iris.org.br , aguardo contato.