DIA INTERNACIONAL DO CÃO-GUIA – Quarta-feira 25 de Abril de 2012

Brasileiros partem para os Estados Unidos em busca de cães-guias treinados pela Leader Dogs for the Blind

ü Em parceria com o Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), os deficientes visuais José Carlos Rodrigues, Maria Rita de Paiva Souza e Maria Rosa Delmasso Rodrigues viajam para os Estados Unidos, nesta quinta-feira (26/4), para buscar cães-guias treinados pela Leader Dogs for the Blind. O trio passará por um processo de capacitação intensiva para se adaptar a uma nova rotina, ministrado pelo instrutor técnico do IRIS, Moisés Vieira dos Santos Júnior – um dos poucos brasileiros credenciados pela International Guide Dog Federation. As aulas serão em português.

ü Desde 2009, o IRIS não envia brasileiros para a Leader Dogs for the Blind por
falta de patrocinadores. Hoje, o Brasil possui 1,2 milhão de pessoas com deficiência visual e pouco mais que 70 cães-guia. A fila de espera por um cão-guia no IRIS é de
mais de 3 mil pessoas.

São Paulo, 23 de abril de 2012 – O Dia Internacional do Cão-Guia, que em 2012 será celebrado em 25 de abril, terá um significado especial para três deficientes visuais brasileiros. A data é anterior à esperada viagem a Michigan, nos Estados Unidos, para a realização de um sonho – buscar um cão-guia treinado pela Leader Dogs for the Blind. Com organização do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), parceiro no Brasil da entidade norte-americana, José Carlos Rodrigues, Maria Rita de Paiva Souza e Maria Rosa Delmasso Rodrigues se preparam para uma temporada de 26 dias de capacitação destinada a adaptá-los a uma nova rotina. Nesse período, o instrutor brasileiro Moisés Vieira dos Santos Júnior irá ministrar aulas, em português, que incluem conhecimentos sobre cuidados diários com os cães, trajetos (em cidades e zona rural) e condução. Todo o treinamento será feito nas dependências da Leader Dogs for the Blind, em Rochester, Michigan. O instrutor é um dos poucos no Brasil a ser reconhecido pela International Guide Dog Federation.

José Carlos, Maria Rita e Maria Rosa sabem que são uma exceção à regra de exclusão. Embora o Brasil possua cerca de 1,2 milhão de pessoas com deficiência visual, há pouco mais de 70 cães-guias circulando nas ruas brasileiras. Desde 2009, o IRIS não envia brasileiros para a Leader Dogs for the Blind por falta de recursos financeiros; na fila de espera da ONG há mais de 3 mil pessoas aguardando um cão-guia. Para Maria Rita de Paiva Souza, que vai passar o aniversário de 30 anos na Leader Dogs, o cão-guia é sinônimo de independência, liberdade. Vítima de uma doença degenerativa que começou aos nove anos, ela é cega desde os 22 anos e depende de bengala para se locomover. Há quatro anos, depois de intensa pesquisa e muita reflexão, a psicóloga – que trabalha na área de Recursos Humanos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) – encontrou no IRIS a possibilidade de uma nova vida.

“A perda da visão tolhe a liberdade, compromete a qualidade de vida; é muito difícil andar pelas ruas de São Paulo com a bengala por conta dos inúmeros obstáculos, das calçadas esburacadas. Com o meu cão-guia, poderei ter acesso a pequenos prazeres como ir a um salão de beleza sozinha, sem depender da agenda de acompanhantes. Já tenho muitos planos e uma agenda cultural intensa para quando voltarmos ao Brasil; quero ir ao cinema, ao teatro. Minha vida vai mudar”, afirma Maria Rita. A casa de Maria Rita está pronta para receber o cão-guia, que terá um “cãopanheiro” – a psicóloga divide a casa com o marido e uma lhasa apto chamada Donatella.

Maria Rosa Delmasso Rodrigues também está ansiosa. Desde a morte de Gabi – seu primeiro cão-guia, que faleceu em 2009 – Maria Rosa, como vários deficientes brasileiros, tem problemas de acessibilidade. Deficiente visual desde os 27 anos por um descolamento de retina, hoje com 46 anos, ela é uma pessoa extremamente ativa e com uma rotina profissional intensa. Moradora da cidade de Marília, em São Paulo, Maria Rosa trabalha como diretora de uma escola municipal de ensino infantil. A volta à bengala impôs uma série de restrições no caminhar por conta de obstáculos e calçadas destruídas. “A rotina com bengala impõe um estresse absurdo, que não temos com o cão-guia. Gosto muito de caminhar, mas com a bengala a caminhada por lazer não é possível. Pela falta de conservação das ruas, já me machuquei e tive que operar os dois joelhos. Com o cão-guia, não tinha essa preocupação; não chegava ao trabalho cansada; tinha liberdade”, afirma.

A viagem será para José Carlos Rodrigues um passo em direção da reconquista da liberdade; da qualidade de vida. Residente em Florianópolis, ele parte para os Estados Unidos para buscar o seu terceiro cão-guia. Aos 44 anos – deficiente visual desde os 22 anos por glaucoma congênito – José Carlos tem usado a bengala há dois anos; uma solução que já lhe custou uma queda dentro de um bueiro. Além de todo o estresse causado pela má conservação das vias públicas e pelos obstáculos aéreos, a vida sem cão-guia implica em outros aspectos. “O cão-guia é um agente socializador, que faz com que a percepção que as pessoas têm sobre os indivíduos com deficiência visual mude. Passamos a integrar a sociedade com mais leveza”, afirma.

O trio estará no Aeroporto Internacional de São Paulo Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, na quinta-feira, 26 de abril, a partir das 18 horas. Na ocasião, a direção do IRIS fará uma mobilização com entrega de panfletos para chamar atenção para a causa. O Dia Internacional do Cão-Guia é comemorado anualmente na última quarta-feira do mês de abril.

LEADER DOGS FOR THE BLIND

Fundada em 1939 por três integrantes do Lions Club, a Leader Dogs for the Blind oferece cães-guia a pessoas com deficiência visual, tendo por objetivo melhorar a mobilidade, independência e qualidade de vida. Todos os anos, mais de 250 participantes são assistidos pelo programa de capacitação – composto por treinamento intensivo por um período de 26 dias nas dependências da organização, em Rochester Hills, Michigan (Estados Unidos) – para que possam se adaptar com o cão-guia. Única instituição do Hemisfério Ocidental a capacitar deficientes visuais e surdos para atuar com cão-guia, a Leader Dogs ministra, também, cursos destinados a melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência visual: mobilidade acelerada, capacitação para o uso do Trekker GPS, cursos de computação e seminários com especialistas em mobilidade. Com investimentos de empresas e voluntários, a Leader Dogs for the Blind conta com instalações compostas por residências para os hóspedes, centro de treinamento de cães-guias (Downtown Training Center), canil com capacidade para 310 animais e clínica veterinária. http://www.leaderdog.org.

IRIS

O Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), entidade sem fins lucrativos, foi fundado em 2002, em São Paulo (SP), com a missão de desenvolver atividades que acelerem o processo de inclusão social das pessoas com deficiência visual. A prioridade institucional é a difusão do cão-guia como grande facilitador do processo de inclusão. O Instituto é um dos poucos no Brasil com um instrutor reconhecido pela International Guide Dog Federation (Inglaterra), especialmente qualificado pela Royal New Zealand Foundation for the Blind – Guide Dog Services (Nova Zelândia) entre 1996 e 1999. http://www.iris.org.br / http://www.caoguia.wordpress.com

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Rosh Hashaná

Rosh Hashaná e o Ano Novo secular. Rosh Hashaná não é uma ocasião para festejar e se soltar. Sim, está associado com celebrações, como declara a Torá: “Coma alimentos suculentos e tome bebidas doces, envie porções àqueles que não têm nada preparado… Não fique triste, pois o júbilo de D’us é a sua força.” Porém a mesma passagem dá a razão para o júbilo: “O dia é sagrado para nosso D’us.”

Mais especificamente, Rosh Hashaná é o Dia do Julgamento, quando D’us “abre o livro das lembranças… e todos os habitantes do mundo passam perante Ele como ovelhas… E Ele escreve seus decretos.

chabad.org.br

(Calendário Hebraico) Data de Início: 1 de Tishrei de 5772
(Calendário Gregoriano) Data de Início em 2011: 29 de Setembro
(Atenção: a data hebraica indica a véspera)

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deus da carnificina, ótima peça de teatro, imperdível e inclusiva! com audiodescrição

..:: SINOPSE ::..
 

Dois casais se encontram para resolver um incidente envolvendo seus filhos pequenos: um deles quebrou dois dentes do outro numa briga na praça. O que era para ser uma tentativa de reconciliação acaba num caos. A polidez inicial dos envolvidos desaparece e se transforma numa troca de insultos.

Duração: Aprox. 1h. e 20min.

..:: FICHA TÉCNICA ::..



Elenco: Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Orâ Figueiredo e Paulo Betti
Texto: Yasmina Reza
Tradução: Eloisa Ribeiro
Direção: Emilio de Mello
Assistente Direção: Raquel Karro e Leonardo Carvalho
Direção de Produção: Cinthya Graber e Jose Carlos Furtado
Produção Executiva: Cinthya Graber e Adriana Zonis
Assistente Produção: Marcell Barboza e Lucia Maria Ferreira
Cenografia: Flavio Graff
Assistente de Cenografia: Markoz Vieira
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Marília Carneiro
Assistente Figurino: Paula Carneiro
Projeto Gráfico: Olivia Ferreira e Pedro Garavaglia – RádioGráfico
Música Original e Projeto de Som: Marcelo Neves
Relações Públicas / Convidados: Liege Monteiro
Assessoria de Imprensa: Liege Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Técnica de Alexander: Valéria Campos
Visagismo: Lindalva Veronêz
Efeitos Especiais: Federico Farfan
Contra Regra: Luiz Monteiro
Camareira: Sonia Crioula
Operador som e luz: Rodrigo Mello
Administração do Espetáculo: Adriana Zonis
Uma produção: Cinthya Graber e Nacho Laviaguerre.

http://deusdacarnificina.blogspot.com/p/peca.html

 

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A advogada que mudou as regras do Metrô de SP Cega desde os 4 anos, Thays Martinez lança na 3ª livro sobre sua relação com cão-guia barrado em estação Vitor Hugo Brandalise – O Estado de S.Paulo

A primeira tentativa de melhorar o acesso para cegos nas estações do Metrô de São Paulo foi marcada por uma ironia – e por um fato que hoje parece bizarro. Em uma tarde de maio de 2000, os primeiros pisos táteis da rede começaram a ser instalados na Estação Marechal Deodoro (Linha 3-Vermelha), no centro. Na mesma tarde, na mesma estação, a advogada Thays Martinez, então com 27 anos, cega desde os 4, ficou conhecida no País inteiro: ela foi barrada, impedida de ultrapassar a catraca com seu novo e primeiro cão-guia, Boris. O Metrô proibia animais na rede, Boris teria de ficar na rua. Mesmo que estivesse ali a trabalho.
Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE
Conquista. Thays com seu novo cão, Diesel: batalha jurídica durou 6 anos e terminou com acesso irrestrito

Foi o início de uma batalha jurídica que durou seis anos. E teve lances de desrespeito inimagináveis – como o do dia em que um funcionário desligou a escada rolante por onde desciam Boris e Thays, provocando um tranco que quase os derrubou. No final, a advogada ganhou na Justiça o direito de acesso irrestrito ao Metrô. E acabou mudando também as regras da companhia, que passou a aceitar cães-guia na rede.

Labrador treinado na ONG americana Leaders Dog for the Blind, Boris se aposentou em 2008, após memorizar, em 8 anos, mais de 200 caminhos na cidade. Em 2009, morreu. Thays, paulistana da Vila Leopoldina, zona oeste da capital, que teve sua cegueira causada por uma caxumba, agora já tem seu segundo cão-guia. Um labrador preto chamado Diesel. Ainda sente falta de Boris, mas entende as diferenças: o primeiro, decidido e “brilhante”; o segundo, manhoso e “uma graça”. Cada um com seu jeito de animá-la.

“O Diesel é solidário, fica triste junto. Aí, me forço a ficar alegre. Já o Boris pulava e mordia de leve, como que pedindo para não ficar assim (para baixo)”, conta Thays. “Não conseguia resistir.”

Livro. Para contar sua história e a do cão que mudou a forma como as instituições públicas veem a relação entre pessoas cegas e seus guias, a advogada lança nesta semana o livro Minha Vida com Boris (Editora Globo, 142 páginas). “Comecei a escrever no jardim do prédio, em 2005. É uma reflexão que estava dentro de mim e sabia que teria de contar”, disse Thays, que narra tudo a partir da infância – de quando sonhava em ter em casa um “cachorro grande”. “Só não sabia que representaria também minha independência.”

Quando ainda vivia na Vila Leopoldina, Thays e Boris caminhavam diariamente em volta de uma praça. Ele passou a conhecer o caminho, a desviar de árvores e buracos. Aos poucos, começaram a trotar. De repente, a correr. “Para quem sempre precisou de ajuda, correr é algo indescritível. É o tipo de liberdade a que todo deficiente tem direito.”

Em seu livro, Thays conta em detalhes o que sentia em relação ao cão – sentimentos, como uma inesperada vaidade, chegaram a surpreendê-la. Quando foi buscar o cão em Michigan (EUA), lembra de ter tomado um banho “de lavar a alma”. Depois, demorou a decidir a melhor roupa. “Confesso que, por uma fração de segundo, pensei que poderia estar sendo um pouco ridícula, mas nunca se sabe os critérios caninos…”, escreveu, com bom humor. “No fim, deu certo. O Boris nunca reclamou”, brincou, durante entrevista na quinta-feira.

Praia. Além da descrição detalhada do processo com o Metrô – como as ironias que enfrentou de advogados da companhia, que diziam não impedi-la de entrar, “só o cachorro” -, Thays fala também das pequenas alegrias do convívio com o animal. Como a primeira vez em que caminhou na praia sozinha, em Peruíbe, no litoral sul. “Parecia sonho impossível, porque a praia, lugar amplo e sem referências, desorienta a pessoa cega. Mas, com o Boris, marcamos os quiosques como referenciais e conseguimos”, contou. “Tomamos até banho de mar.”

Thays voltou também a caminhar pela cidade. Boris conhecia como poucos os trajetos do centro velho, onde a advogada trabalhava. Hoje, com Diesel, dá expediente no Tribunal Regional do Trabalho. “Nunca me deixou bater nos obstáculos aéreos, como orelhões”, contou Thays, que fundou a ONG Iris, de auxílio a deficientes (já ajudou 24 pessoas a terem cães-guia). “Depois de tanta exposição, são poucos lugares que resistem a receber cães-guia. Alguns restaurantes e taxistas. Mas, explicando bem, quase sempre aceitam.”

Depois de Boris, Thays decidiu que pretende ter cães-guia “enquanto puder”. “Como a separação é difícil, pensei em voltar a ficar sozinha. Mas a liberdade e a alegria compartilhadas compensam”, disse. “Até a frase de que “cão-guia vira sua extensão” deixa de ser clichê. Quando o Boris se aposentou, me separei dele pela primeira vez. Um dia, acordei e joguei a mão para o lado, procurando. Parecia que nem meu braço estava ali.”

No processo de produção do livro, Thays fez uma única exigência – que fosse lançado em audiolivro junto com a edição impressa. “Para evitar que as pessoas cegas esperem meses por um livro disponível para todos os outros.” A obra será lançada nesta terça-feira na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), entre 18h30 e 20h30.

FONTE:  O Estado de São Paulo, pg C 10 : http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-advogada-que-mudou-as-regras-do-metro-de-sp,758220,0.htm

Estes artigos da Fernanda Brambilla e Victor Hugo Brandalise estão maravilhosos, não temos como agradecer tanta consideração e respeito destes jornalistas sensacionais! graças ao esforço verdadeiro Imprensa e a Justiça esta é uma história com final feliz!

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Em livro, Thays Martinez conta a trajetória do cão-guia que se tornou símbolo da cidadania no Brasil

Em maio de 2000, a advogada Thays Martinez e o cão-guia Boris, recém-chegados dos Estados Unidos, saíram de casa para trabalhar e… para escrever um importante capítulo da história da luta pela cidadania e inclusão social. Nesse dia, ambos se tornaram protagonistas de uma disputa que durou seis anos com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que impediu o acesso dos dois alegando que não era permitido a entrada de animais no local. A luta de Thays e Boris em defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual inspirou duas leis que garantem o acesso de cão-guia em espaços públicos e privados – Estadual e Federal, em 2001 e 2005, respectivamente – e deu origem a uma bela história de amizade e parceria, ricamente descrita no livro “Minha vida com Boris – A comovente história  do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil”.    Publicada pela Globo Livros, a obra “Minha vida com Boris – A comovente história  do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil” – será lançada em 16 de agosto, a partir das 18h30, na Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 . Conjunto Nacional). Na ocasião também será lançado o audiolivro da obra.

São Paulo, 4 de agosto de 2011 Com uma narrativa envolvente, a biografia Minha vida com Boris – A comovente história do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil detalha o relato de um triunfo da cidadania. No vibrante resgate das memórias, Thays aborda também a profunda amizade com Boris – uma conexão baseada em confiança e cumplicidade que deixa como legado uma comovente história de afeto para além da vida. A obra traz ainda o relato de aspectos que permeiam o dia a dia de pessoas com deficiência visual – a escolha de roupa e maquiagem, a locomoção, as relações interpessoais, a vida no ambiente corporativo, as conquistas profissionais, o aprimoramento pessoal, a faculdade e pós-graduação e a convivência com cães-guia – Boris e Diesel – de personalidades diferentes. Aspectos que, compartilhados com os leitores, transformam-se em um diálogo rico sobre como enfrentar os desafios do dia a dia com posturas inovadoras, bem-humoradas, flexíveis a mudanças e, principalmente, motivadas pela coragem de sempre buscar a superação. Um diálogo inspirador para pessoas com deficiência ou não.

Nos 10 anos em que estiveram juntos, a advogada Thays Martinez e o cão-guia Boris não só converteram a convivência cotidiana em amizade como foram protagonistas de um capítulo importante da defesa da cidadania e inclusão social no Brasil. Em maio de 2000, recém-chegada dos Estados Unidos, a dupla saiu de casa para trabalhar e… para fazer história. Nesse dia, teve início uma disputa que durou seis anos com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) – que os impediu de entrar nas instalações, alegando que não era permitido a entrada de animais no local. A  luta de Thays e Boris em defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual inspirou duas leis que hoje garantem o acesso de cão-guia em espaços públicos e privados – Estadual e Federal, em 2001 e 2005, respectivamente – e deu origem a uma bela história de amizade e parceria, ricamente descrita no livro “Minha vida com Boris – A comovente história  do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil”.

A obra, publicada pela Globo Livros, contará com uma sessão de autógrafos em 16 de agosto, a partir das 18h30, na Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 . Conjunto Nacional). Na ocasião, será lançado também o audiolivro da obra.

 

AUTORA

 Thays Martinez

Nascida em São Paulo, em janeiro de 1974, Thays Martinez é formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). A advogada possui especialização em direito penal e interesses transindividuais; e MBA em Marketing de Serviços. Thays foi conselheira do Conselho Nacional de Assistência Social e membro da comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB. Fundadora e presidente do Iris (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), a advogada é consultora de empresas e ministra palestras em empresas (públicas e privadas) e em estabelecimentos de ensino, abordando temas como motivação, mudança, inovação e superação; Direito; acessibilidade; e inclusão social. A autora assina os blogs www.eueeles.com.br e www.thaysmartinez.com.br .

BORIS (16/10/1998 . 24/10/2009)

Labrador amarelo, Boris nasceu em Rochester, no Estado do Michigan (Estados Unidos), e passou boa parte da infância em uma escola infantil para humanos – o que viria a justificar sua paixão por crianças e certas excentricidades como gostar de dormir com cobertor e travesseiro. Depois, estudou em escolas de primeira linha, como a tradicional Leader Dogs for the Blind, o que propiciou o convite para trabalhar no Brasil. Tinha por hobby tirar tampas de garrafas e gostava de correr e de beber água de coco. A única superstição era, a cada refeição, deixar um grão de ração em sua vasilha.

FICHA TÉCNICA

Título: Minha vida com Boris – A comovente história do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil
Autora: Thays Martinez
Gênero: Biografia e memória
Páginas: 142
Formato: 20,5 x 13,5 cm
ISBN: 978-85-250-4837-0
Preço: R$ 24, 90

 

TRECHOS DO LIVRO

Página 9 e 10

(…) “Quando criança, com cinco ou seis anos de idade, eu tinha três grandes sonhos: ter uma bicicleta, um piano e, por fim, um cachorro grande. Até aí, nenhuma novidade. Crianças de todo o mundo vivem pedindo a seus pais essa espécie de trio supremo do desejo infantil. A bicicleta veio aos oito, o piano aos doze. Porém, para realizar meu terceiro desejo, tive de esperar até meus 26 anos. Em abril de 2000, pouco depois da chegada do novo milênio, ganhei um grande cachorro… Boris mudou minha vida. Com ele pude concretizar novas realizações e descobertas. A vida se revelou mais ampla, mais leve e muito mais divertida. O que eu não esperava é que Boris fosse mudar, além da minha, a vida de tantas outras pessoas.”

 

Página 45

(…) “Lembro-me de uma vez em que estava sozinha com o Boris, seguindo uma rota prede­finida pelos instrutores, que nos acompanhavam à distância e de bicicleta, interferindo apenas em casos extremos. No dia anterior havia chovido muito e, em determinado trecho, o Boris resolveu empacar. Eu o mandava seguir e nada. Ele teimava em pegar um atalho, e eu insistia para que ele seguisse em frente. Ele queria, a qualquer custo, me fazer subir em um montinho de terra e grama que ficava próximo da rua. Eu, que já estava escolada com as coisas que ele aprontava, fui bem enérgica. Mas ele nada de seguir adiante. Daí, o Boris resolveu me levar para o outro lado. Quando me dei conta, estava dentro do jardim de uma casa. Foi então que chegou Moisés, que havia acompanhado a cena de longe, para es­clarecer que ali havia uma grande poça de água. Enquanto todos os outros cães passaram pela água, Boris a evitou e ainda me deu uma alternativa. Até hoje acho maravilhoso lembrar o quanto Boris já era um cachorro cuidadoso.”

 

Página 53

(…) Naquela manhã de maio o clima ameno combinava perfeitamente com a satisfação que eu sentia por estar retornando ao trabalho com muito mais liberdade. Boris também estava tranquilo e feliz. O que não poderíamos imaginar é que estávamos saindo de casa para fazer história.Quando o primeiro funcionário do Metrô informou que eu não poderia entrar com o Boris, achei quase natural, mas quando ouvi um quarto funcionário dizer que o Jurídico havia mandado o recado que eu não poderia mesmo entrar com o cão, eu simples­mente não queria acreditar.”

 

Página 89

(…) “Quando compro roupas também acontece dessa forma. Até prefiro ir sozinha às compras, se bem que às vezes é bem divertido sair para “peruar” com alguma amiga. Sinto todos os detalhes com as mãos, especialmente corte e acabamento. Quanto às cores, lem­bro-me até hoje delas. São a única lembrança que tenho de quando enxergava. Então, pergunto à vendedora qual é a cor de uma peça. Depois de dizer “verde”, por exemplo, vem a seguinte pergunta: “Que tipo de verde?”. É geralmente nesse momento que vem uma resposta e em seguida uma consulta a outros vendedores ou até clientes da loja, e a interação acaba transformando uma simples venda num momento bem divertido.”

 

 

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De melhor amigo a fiel anjo da guarda

Utilização de cães-guia, a melhor solução para deficientes visuais, ainda é reduzida no Brasil

por SILVIA KOCHEN

Thays Martinez /

Foto: Célia Thomé

Já imaginou atravessar uma rua de olhos fechados? Você corre o risco de tropeçar na guia e cair, de ser atropelado por um carro ou ainda de se machucar de alguma outra forma. Talvez alguém apareça para ajudá-lo na travessia ou, simplesmente, você desista de chegar ao outro lado. Essa é a situação vivida pelos cerca de 2 milhões de deficientes visuais no Brasil. Para essas pessoas, desistir de atravessar uma rua significa deixar de realizar as atividades mínimas do dia a dia de qualquer cidadão – como sair para trabalhar, passear, ir à padaria etc. Enfim, equivale a deixar de viver como uma pessoa normal.

Uma das formas de contornar essas limitações é o uso de um cão-guia, um cachorro treinado especialmente para conduzir o deficiente visual em suas atividades diárias. Esse animal fica 24 horas ao lado do dono em qualquer lugar ou situação: loja, supermercado, cinema, teatro, metrô, ônibus, café, restaurante etc.

Na calçada, o cão-guia cuida para que a pessoa de baixa visão não bata a cabeça em algo que a bengala de cego não alcance – como um orelhão ou o galho de uma árvore – e também faz com que desvie de buracos ou qualquer obstáculo que possa atrapalhar sua caminhada. E no metrô ele conduz a pessoa até o corrimão da escada que leva à plataforma para que ela possa descer em segurança.

O mais importante, porém, é que o cão-guia, ao permitir que o dono possa trabalhar e se locomover sem depender de outras pessoas, significa um instrumento fantástico de inclusão social. Ele acompanha o deficiente em todos os momentos, protegendo-o das dificuldades. E, ainda por cima, é capaz de tirá-lo do isolamento, já que a simpatia e a dedicação do animal sempre acabam sendo um motivo para puxar conversa e melhorar o humor.

Infelizmente, porém, há um problema muito sério em relação aos cães-guia no Brasil. Existem em atividade menos de uma centena deles, número bem menor que a quantidade necessária, estimada em 20 mil, segundo a advogada Thays Martinez, que é cega. Ela é fundadora e ex-presidente do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), uma organização não governamental sediada em São Paulo. O principal projeto do IRIS é o treinamento e a doação de cães-guia, mas o instituto também atua propondo leis e políticas públicas para a inclusão de pessoas com deficiência e a conscientização da sociedade sobre suas necessidades especiais.

Thays ficou famosa no Brasil todo em 2000, quando brigou para que seu primeiro cão-guia, Boris, fosse aceito em qualquer lugar público. O metrô de São Paulo exigiu que ela pedisse uma autorização especial para circular com o animal em suas dependências. Thays recorreu à Justiça, alegando que a exigência era descabida, pois Boris fora treinado para guiá-la em qualquer local público – como teatro, ônibus, restaurante, metrô, cinema, shopping etc. – e era considerado um equipamento necessário a sua plena mobilidade, da mesma forma que uma cadeira de rodas é indispensável a um paraplégico. Sua luta resultou na lei nº 11.126/2005, que garante o livre acesso de cães-guia, devidamente treinados e identificados, em locais públicos.

A batalha de Thays e seus amigos, porém, não terminou. A maioria dos cegos não tem como conseguir um cão-guia devido às dificuldades financeiras das instituições empenhadas em formá-los. Segundo a norma internacional, esses cães devem ser doados, sem ônus, ao deficiente visual. Para as entidades doadoras, o custo de um desses animais, que tem uma vida útil de seis a oito anos, é estimado em torno de R$ 25 mil.

Seleção rigorosa

A primeira despesa é a compra de filhotes. Como o temperamento é um elemento fundamental, o ideal é selecionar cães de boa linhagem, que possam ter herdado uma personalidade dócil e inteligente. Hoje, no Brasil, as raças mais comuns na função de cão-guia são os labradores e os golden retrievers, que têm características ideais para esse tipo de trabalho.

Por ser um cão que deve trabalhar com tanta responsabilidade, a análise precisa ser rigorosa. Apenas três em cada dez filhotes são aprovados na primeira seleção de temperamento. Ao completar três meses, os animais escolhidos são entregues a uma família voluntária, que fará o trabalho de socialização, ensinando o bicho a usar o banheiro e a não pedir comida quando as pessoas estão na mesa, entre outras regras. Quando completa um ano, é feita nova avaliação para determinar se o animal tem temperamento adequado. Em caso positivo, ele inicia treinamento intensivo na escola para cães-guia, que pode durar até um ano.

O passo seguinte é a adaptação ao dono, que leva mais algumas semanas. Nessa fase, há um cuidado especial para assegurar que o temperamento do dono e o do cão casem harmoniosamente. Ao longo do tempo, a relação entre os dois progride e a comunicação entre ambos praticamente ganha uma característica telepática. Também é feito um mapeamento das atividades diárias do deficiente visual para oferecer um roteiro de treinamento ao cão. Ele vai aprendendo onde é melhor atravessar a rua e onde estão os pontos-chave dos locais frequentados, como o balcão e o caixa da farmácia ou padaria.

Todas essas etapas supõem a existência de uma equipe especializada de veterinários e instrutores, além de rações de boa qualidade e espaço e equipamentos para o treinamento, o que explica o custo aparentemente elevado da formação. Os gastos continuam durante a vida útil do cão, pois ele passa por exames veterinários regulares e um programa anual de reciclagem junto com o dono, para corrigir eventuais vícios que possa ter adquirido no dia a dia, como, por exemplo, pegar algum resto de comida no chão.

“Todas as escolas de cães-guia no Brasil enfrentam problemas financeiros e, por isso, não formam muitos cães”, explica Thays. O IRIS, por exemplo, tem uma lista de espera de 2 mil deficientes visuais, mas forma uma média de oito animais ao ano. Se tivesse recursos, formaria 25. O mesmo acontece com a Escola de Cães-Guia Helen Keller, de Santa Catarina, e com as ONGs Integra, de Brasília, e Cão-Guia Brasil, do Rio de Janeiro, entidades reconhecidas por sua seriedade.

Uma das propostas defendidas pelo IRIS para resolver essa situação é a adoção de incentivos fiscais para doações feitas a entidades de formação de cães-guia. “Um americano que more nos EUA e de lá faça uma doação para o IRIS obtém vantagens fiscais, mas o brasileiro que faça o mesmo aqui não tem nenhum incentivo desse tipo”, critica a advogada.

Se tivesse verba, o IRIS também poderia até investir na formação de instrutores de cães-guia em outro país, uma vez que aqui não há instituições habilitadas para isso. Dessa forma, seria possível entregar mais cães aos deficientes visuais. O que ajuda é uma parceria que o IRIS tem com uma escola americana, a Leader Dogs for the Blind, uma das maiores e mais antigas instituições que formam cães-guia nos Estados Unidos. Anualmente são selecionados oito beneficiários brasileiros que vão para aquele país, onde, após um programa de três semanas, recebem um cão-guia. Esse treinamento é feito por instrutores do próprio IRIS, o que dispensa a necessidade de os deficientes falarem inglês.

Gravura romana

A história do cão-guia é muito mais antiga que as escolas que os formam. Desde a Antiguidade, cães acompanham cegos, e o primeiro registro de que se tem notícia é uma imagem estampada em um mural nas ruínas romanas de Herculano, datada do início de nossa era. Uma placa de madeira da Idade Média também mostra um cão a conduzir o dono cego.

A primeira tentativa sistemática de treinar cães para a função de guia, porém, ocorreu somente por volta de 1780, em uma instituição voltada a pessoas sem visão em Paris, o Les Quinze-Vingts. A maioria deles, entretanto, era treinada pelo próprio dono. Naquela época, o austríaco Josef Riesinger ensinou seu cão com tanto sucesso que muita gente chegou a duvidar que ele realmente teria problemas de visão. Décadas mais tarde, em 1819, Johann Wilhelm Klein, pioneiro na educação de cegos e fundador de um instituto dedicado a essa tarefa em Viena, publicou um livro em que mencionou o conceito de cão-guia, mas não chegou a colocar a ideia em prática.

A adoção do cão-guia por um número grande de cegos só começou na época da 1ª Guerra Mundial, quando milhares de soldados, vítimas de um gás que queimava a vista, voltaram da frente de batalha sem poder enxergar. Conta a história que um médico alemão, Gerhard Stalling, passeava com seu cão e um paciente cego pelos jardins do hospital, mas teve de se ausentar por alguns momentos. Quando voltou, viu que o animal estava cuidando do paciente e teve, então, a ideia de treinar um grande número de cães para essa finalidade.

Em agosto de 1916, Stalling abriu a primeira escola de cães-guia do mundo, em Oldenburg. A ideia produziu frutos rapidamente e a instituição abriu filiais em várias cidades alemãs, chegando a treinar por ano 600 cães, que eram fornecidos não só a antigos soldados, mas também a outros cegos, inclusive de fora do país. Infelizmente, a experiência durou pouco, pois a escola teve de fechar as portas em 1926.

O trabalho, porém, inspirou muita gente, e uma escola aberta em Potsdam, perto de Berlim, chegou a abrigar um canil com cerca de uma centena de animais e em seus primeiros 18 anos formou cerca de 2,5 mil cães-guia, com um índice de reprovação de apenas 6%. Esse trabalho atraiu a atenção da milionária americana Dorothy Harrison Eustis, que naquela época já treinava cães policiais na Suíça. De volta aos Estados Unidos, ela fundou em 1929 a The Seeing Eye, a primeira escola de cães-guia do país. A instituição continua em funcionamento até hoje e sua história foi tema de um documentário em 1951. Dorothy foi contatada por pessoas de outros países e, rapidamente, as escolas de cães-guia se alastraram pelo mundo, transformando a vida de milhares de pessoas com deficiência visual.

Mala sem alma

Uma dessas pessoas é o advogado Leonardo Costa Coscarelli, hoje com 31 anos, mas deficiente visual praticamente desde o nascimento, por causa de um problema de oxigenação na incubadora da maternidade. Ele conta com apenas um resíduo de visão, que lhe permite vislumbrar indícios de cor e forma. Como um de seus olhos é totalmente cego, não tem noção da distância dos objetos, o que prejudica sua autonomia até para caminhar na rua.

Em 1999, quando morava na Itália, Coscarelli resolveu se inscrever na fila de espera por um cão. Em 2000 recebeu Lella, uma cadela da raça labrador. A partir daí sua vida mudou. A alteração principal foi de caráter social. Com a cadela-guia, ele pôde finalmente conquistar as ruas e sair de casa sem depender de alguém. “Antes eu não andava muito sozinho, pois, com a bengala, as pessoas te pegam pelo braço como se fosse uma mala sem alma. Com o cão, isso não acontece mais.” Amparado por Lella, Coscarelli passou a sair com amigos e a ter atividades de uma pessoa normal. Chegou mesmo a levar a cadela-guia a um passeio de escuna em Paraty, onde pulou no mar com ela no colo. Ambos usavam coletes salva-vidas.

Porém, Lella morreu subitamente há três anos e Coscarelli recorreu à escola de cães na Itália para conseguir outro guia. “Tive de levar laudo veterinário para explicar que ela morreu de causas naturais, e não de maus-tratos, e me qualificar para obter outro cão.” Normalmente, o deficiente visual que perde o cão tem prioridade na fila, mas mesmo assim ele teve de esperar 11 meses até receber Brami, um labrador chocolate, com quem está há dois anos.

Aprender de novo

Andreia Aparecida da Silva Queiróz, de 31 anos, é uma cega que sonha ter um cão-guia. Em 2005, ela perdeu a visão por causa de descolamento de retina. Após uma via-crúcis por diversas clínicas e médicos na tentativa de voltar a enxergar, matriculou-se em uma escola de braille, alfabeto em relevo que é lido por deficientes visuais por meio do tato, e iniciou seu longo processo de reabilitação. “Tive de aprender a fazer tudo de novo, só que de outra forma”, diz Andreia, que era dona de casa e hoje trabalha como revisora de publicações em braille. Ao sair para a padaria, por exemplo, ela separa as notas de dinheiro conforme o valor. “Quem garante que me darão o troco certo se eu não souber que notas tenho?” Na cozinha, diz ela, usa o olfato para saber se a cebola ou o alho já dourou, por exemplo, e tem um monte de outros truques que lhe permitem cumprir as tarefas mais simples, como varrer a casa ou pregar um botão, coisas essenciais para quem tem marido e um filho de oito anos. “Apesar disso, as mudanças foram mais da porta para fora, pois minha vida familiar continua igual.”

Mesmo assim, Andreia foi obrigada a deixar de fazer algumas coisas, como atravessar a rua sozinha. Sem um cão-guia, o recurso para caminhar é a bengala de cego. Com ela se faz uma espécie de varredura no terreno à frente para saber se é possível avançar. Mas nem sempre se percebe um buraco ou alguma irregularidade no terreno, ou um orelhão, onde o deficiente visual pode bater a cabeça.

Cheia de esperança, Andreia chegou a participar do programa de televisão de Luciano Huck, em que lhe prometeram a doação de um cão-guia. A história começou dentro de um táxi, em que o apresentador fazia o papel de motorista e parou para ela na rua. Ele a levou a seu programa em setembro de 2009, quando uma instituição convidada, a Associação Cão-Guia de Cego, lhe doou um animal, que ainda estaria na fase de treinamento. Na semana seguinte, representantes da entidade foram a seu trabalho, para mapear o local e sua rotina diária de modo a concluir o treinamento do cão. Até hoje, porém, ela não o recebeu. A instituição mantém um site na internet, em que há instruções para doações, mas não atendeu aos telefonemas da reportagem.

Segundo Thays Martinez, a fundadora do IRIS, infelizmente são poucas as instituições sérias que oferecem cães-guia no Brasil. Ela perdeu a visão aos quatro anos de idade. Aos sete, ouviu falar que existiam cães-guia e, desde então, quis ter um. O sonho realizou-se apenas em 2000, quando, aos 27 anos, ganhou Boris. A partir daí, sua rotina mudou radicalmente e ela pôde até morar sozinha, apenas com a companhia do animal. “Costumo dizer que minha vida se divide em duas fases principais: antes de Boris e depois dele.” Ela conta que o relacionamento com o cão é especial, pois em nenhum outro dois seres convivem durante anos o tempo todo. “Mesmo marido e mulher, ou pai e filho, não ficam juntos as 24 horas do dia”, observa.

Boris foi aposentado em 2008, pois tinha ficado velho e não conseguia mais trabalhar com toda a atenção que a tarefa exigia. Faleceu no ano seguinte e Thays está lançando um livro sobre seu grande amigo. Naturalmente, com uma versão em braille, destinada aos maiores beneficiários do cão-guia, os deficientes visuais. A ideia é fazer o lançamento em 27 de abril, justamente o Dia Internacional do Cão-Guia, comemorado na última quarta-feira desse mês.

Hoje Thays tem como fiel escudeiro o cão Diesel, um labrador marrom, que a acompanha ao trabalho, ao shopping e aonde quer que ela deseje ir. Os funcionários dos locais que frequenta já conhecem Diesel, que espera pacientemente enquanto sua dona é atendida. Parece um anjo da guarda, quieto mas sempre pronto a agir quando for chamado.

Fonte: Revista Problemas Brasileiros

Link: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=396&Artigo_ID=6092&IDCategoria=7015&reftype=1

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Tudo sobre o II Encontro de SP da Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB

240 participantes, sendo 130 crianças e adolescentes da rede de ensino e de ONGS da região de Itapetininga e 110 pessoas com deficiência visual ou que atuam na causa da inclusão e acessibilidade, vindas de 35 municípios, 7 estados do país e representando 38 instituições de e para cegos, além de secretarias e conselhos municipais, estaduais e federais. Esses foram os números que compuseram o evento Inclusão e Acessibilidade um direito de Todos e o II Encontro Estadual de SP da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) ocorrido de 22 a 25 de junho no município de Itapetininga SP.

a matéria completa no site do Beto Pereira www.betopereira.com.br

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Evento: SALÃO DO TURISMO 2011

por Ersea Maria

Olá Pessoal!

E lá vem mais pedido!!!

Acho que esta já é minha cara!!!

mas este evento é bem legal!

Pessoal agora as pessoas que querem e não conseguem colaborar como voluntários nas feiras devido o trabalho terão sua oportunidade no Salão do Turismo, pois este pega o final de semana também!!

Não é ótimo!!

Conseguimos um estande no Salão do Turismo e segue abaixo as informações e precisamos fazer uma escala porque é necessário solicitar as credenciais, tendo em vista que a feira tem bilheteria e o controle é maior.

contato para voluntariado neste evento: iris@iris.org.br aos cuidados de Ersea Maria

Evento: SALÃO DO TURISMO 2011

coordenadora do IRIS Ersea Maria

Link oficial para conhecimento de todos

 http://www.salao.turismo.gov.br/salao/home.html

 

o que é?:

Salão Turismo – Roteiros do Brasil

De 13 a 17 de julho de 2011 acontece no Anhembi em São Paulo a 6º edição do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil.

O Salão do Turismo é uma estratégia de mobilização, promoção e comercialização dos roteiros turísticos desenvolvidos a partir das diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil.

Promovido pelo Governo Federal por meio do Ministério do Turismo, o evento apresenta o turismo brasileiro para quem quer viajar ou fechar bons negócios. Os visitantes podem conhecer os roteiros turísticos das 27 unidades da Federação e adquirir pacotes e produtos/serviços turísticos para visitá-los nas suas próximas viagens. Podem ainda ver e comprar o artesanato, os produtos da agricultura familiar e a gastronomia típica, além de assistir a manifestações artísticas de diversas regiões do País. O público pode também assistir a debates e palestras e ainda conhecer casos de sucesso, trabalhos científicos e projetos relacionados ao turismo.

O Salão está dividido em diversos módulos de atividades: Feira de Roteiros Turísticos, Área de Comercialização (onde o visitante pode comprar sua viagem), Vitrine Brasil (artesanato, moda, jóias, produtos da agricultura familiar, manifestações artísticas e gastronomia), Núcleo de Conhecimento, Rodada de Negócios (encontros pré-agendados entre os agentes de comercialização do produto turístico brasileiro), Missões Promocionais – Caravana Brasil (visitas técnicas de agentes de turismo/operadores) e Missões Promocionais – Press Trip (visitas técnicas de profissionais de imprensa nacional e internacional).

Se você ainda não conhece o Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, não perca esta grande oportunidade de conhecer os novos roteiros turísticos brasileiros, e de programar e comprar sua próxima viagem!

• Data e Local

Data: 13 a 17 de julho de 2011
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo/SP, Cep 02012-021

• Horários

 

13/jul

Quarta-feira

14 h às 21 h

14/jul

Quinta-feira

14 h às 21 h

15/jul

Sexta-feira

14 h às 21 h

16/jul

Sábado

11 h às 22 h

17/jul

Domingo

11 h às 20 h


• Valores dos ingressos (venda no local do evento)

Público

Valor

Público geral – Credenciamento antecipado via site*

GRATUITO

Público Específico

– Menores de até 05 anos e Pessoas acima de 60 anos*

GRATUITO

Público especifico (por dia)

 – Menores com idade entre 05 e 12 anos*, Estudante/Professor* e Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

R$ 5,00

Público geral (por dia)

R$ 10,00

Passaporte (válido para todos os dias)

R$ 15,00

Passaporte meia – entrada (válido para todos os dias)

 – Menores com idade entre 05 e 12 anos*, Estudante/Professor* e Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

R$ 7,50

*Mediante apresentação de documento comprobatório.

Lembramos que entradas para o Salão do Turismo não são vendidas fora do Pavilhão de Exposições do Anhembi.

IMPORTANTE: para os que realizarem o credenciamento prévio, via site, o acesso é gratuito, sendo necessário levar o comprovante de credenciamento com código de barras ou seu código de acesso, juntamente com um documento de identidade para ser apresentado, obrigatoriamente, na entrada do evento, para a retirada da credencial. Leia o item Observações sobre menores de 14 anos.

ATENÇÃO!O Salão do Turismo não fornece certificado para quem visitou o evento, somente certificado eletrônico para quem participou das atividades do Núcleo do Conhecimento e para os voluntários selecionados e treinados para atuar no evento.

Observação sobre Menores de 14 anos – Leia antes de levar a família

O credenciamento gratuito, via site, é permitido somente para maiores de 14 anos, sendo obrigatória a apresentação de documento de identificação com foto, na entrada do evento. Os menores de 14 anos, somente poderão acessar o Salão do Turismo desde que acompanhado de responsável maior de 18 anos e mediante compra de ingresso conforme os valores abaixo, com a apresentação de documento comprobatório. Caso o acompanhante esteja previamente credenciado, basta apresentar seu comprovante de credenciamento com código de barras ou seu código de acesso na entrada para retirar sua credencial para acesso ao evento.

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Instituto IRIS na Hair Brasil 2011

Apresentamos as fotos da participação do IRIS na Hair Brasil 2011, imagens gentilmente sedidas pelo fotógrafo, amigo e voluntário Audemir Costa – do time NEXTEL !

Instituto IRIS - projeto cão-guia

Marcelo Panico

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CONVITE para a 10º REATECH 2011

CONVITE

O IRIS participa da décima Reatech 2011 – Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade e quer convidá-lo para nos visitar em nosso estande B 14 ( final da rua 500 ao lado do parquinho )
O IRIS conta com a sua participação mais uma vez para que possamos apresentar o projeto “cão-guia de cegos” e demais ações inclusivas promovidas pelo IRIS. Será uma enorme satisfação somar forças em prol da inclusão social.
Sua presença é muito importante!

Reatech2011:

_

Data,
Local e Como Chegar

14 a 17 de Abril de 2011

Estande B 14 ( referência no fim da rua 500 ao lado do Parquinho )
Quinta e Sexta das 13hs às 21hs.
Sábado e Domingo das 10hs às 19hs.
Visitação Gratuita
Local
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP
Transporte Gratuito
Estação do Metrô Jabaquara
Saída das Vans na Rua Nelson Fernandes, 400
_
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SOS Rio de Janeiro, Instituto IRIS ação e solidariedade

COMUNICADO IRIS 001/2011

São Paulo 13 de Janeiro de 2011

O Instituto IRIS, solidário as vítimas da tragédia na região serrana do estado do Rio de Janeiro, vem solicitar a todos os amigos e colaboradores que se empenhem em auxiliar a população atingida.

O IRIS, disponibilizará 10% dos recursos a serem arrecadados nas ações já programadas para os próximos dias.

Como já foi comunicado recentemente participaremos de uma ação social na Couro Modas – Anhembí entre os dias 17 e 20 de janeiro, portanto nos comprometemos em direcionar a parte do que for arrecadado para socorrer os vitimados na região serrana carioca.

Pretendemos firmar parceria com outras instituições para viabilizar a logística e otimizar os esforços, tais encaminhamentos serão postados no blog ( www.caoguia.wordpress.com ) solicitamos o acompanhamento e o auxilio de todos.

Atenciosamente

Instituto IRIS

em tempo: com esta iniciativa esperamos que todas as organizações que agregam voluntários se mobilizem para minimizar o sofrimento do povo Brasileiro que sofre neste momento no Rio e demais regiões do Brasil.

@caoguia

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SEM O BASHER!!

É como se eu perdesse parte de mim. Morresse um pedaço.

Porque todas as conquistas ficaram pelo caminho e você não está lá a me dar força, a me trazer segurança, amigos e alegria.

A vida se torna menos completa.

Isso só porque meu cão guia esteve doente e não pode me ajudar nos últimos dias, e ainda está passando por um período de recuperação.

E eu não tenho mais aquela sensação: “o Basher está comigo, então tudo bem, eu vou, eu consigo.”

Essa pausa me fez perceber mais ainda o quanto o meu cão guia é importante, por mais que eu já soubesse, eu ainda não havia sido privada da segurança, autonomia, independência, inclusão e todas as coisas boas que ele me traz.

E é por isso que eu venho aqui e peço a todos vocês que colaborem com o Projeto Cão Guia do Instituto IRIS. Há muita gente esperando por um cão guia e a sua colaboração pode ajudar a mudar as coisas.

Todos temos um papel transformador e multiplicador na sociedade!

Obrigada.

Daniela F. Kovács

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PricewaterhouseCoopers: Estação Cidadania

Como contribuir para o treinamento de cães-guia

Você sabia que no Brasil existem mais de 5 milhões de pessoas com

Daniela Aparecida & Kadú

deficiência visual? E que apenas 60 delas (algo em torno de 0,001%) podem contar com o auxílio de cães-guia?

Sensibilizada com esta situação, a PwC Brasil convida seus profissionais a contribuírem financeiramente com o Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (IRIS), entidade qualificada pelo Ministério da Justiça.

Essa instituição capta recursos para treinamento de instrutores, adestramento e cuidados com o animal. Segundo especialistas, o cão-guia aumenta a qualidade de vida do deficiente ao gerar confiança, mobilidade e independência.

No entanto, atualmente no Brasil, a fila de espera para ter um cão-guia chega a quatro mil pessoas. Sua ajuda, portanto, é muito importante!

Onde depositar: Banco Real (agência 0409, conta 8038756-9). Contas em nome do Instituto IRIS (CNPJ 05.295.189/0001-00).

PwC Cidadania

PwC Cidadania é um programa desenvolvido pela PwC Brasil para incentivar açőes de cidadania que contribuam para a melhoria de vida nas comunidades nas quais atuam e, ao mesmo tempo, estimular os profissionais a participarem de açőes sociais que possibilitem o compartilhamento da maior riqueza: o conhecimento.

Saiba mais no link:

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UMA FAMÍLIA CHAMADA ANHEMBI

Erséa e Toby - Anhembi

Em 28 de abril, o mundo todo comemora o dia internacional do cão-guia, esse amigo tão especial que melhora a qualidade de vida das pessoas com deficiência visual.

Como forma de possibilitar a interação da sociedade com usuários e seus cães-guias, o Instituto Iris convida você a comemorar essa data no Balcão da Cidadania do Shopping Iguatemi nesta quarta, das 10h às 22h.

Felicitamos o Tobi, cão-guia da colaboradora Erséa, por seu dia.

:-) Gerência de Atendimento ao Cliente e Vendas

http://www.anhembi.com.br

só um lugar do tamanho do Anhembi para caber tanta solidariedade! O IRIS agradece o apoio.

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IRIS & NEXTEL na Reatech 2010

ação de responsabilidade social IRIS & NEXTEL - Reatech 2010

ação de responsabilidade social IRIS & NEXTEL - Reatech 2010

click na foto-link para ver todas as fotos da Reatech 2010

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Dilma lança plano inédito para deficientes

 

link para o Blog do Jairo Marques: assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

Investimento do governo pode chegar a R$ 10 bilhões até 2014; programa deve ser apresentado nos próximos dias

Medidas avaliadas pela presidente incluem intervenções em educação, trabalho, moradia e emprego

NATUZA NERY
JOHANNA NUBLAT

DE BRASÍLIA

O governo prepara um programa, com investimento que pode chegar a R$ 10 bilhões até 2014, para as pessoas com deficiência. O plano traz projetos de saúde, educação, inclusão ao mercado de trabalho e acessibilidade.
Uma segunda versão do plano, com menor número de ações, estima gasto de R$ 7 bilhões. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir hoje com sua equipe para conhecer a proposta e bater o martelo. O lançamento vai ocorrer nos próximos dias. Na área de educação, a previsão é reservar para pessoas com deficiência 5% de vagas nos cursos do Pronatec -lançado em abril, que prevê 8 milhões de vagas em cursos técnicos até 2014.
Segundo o Censo 2000, 14,5% da população apresenta algum tipo de incapacidade ou deficiência. Em parceria com Estados e municípios, o plano prevê a entrega de mais de mil veículos escolares adaptados nos próximos três anos. Para o mercado de trabalho, a ideia é criar um banco nacional de profissionais, espécie de agência virtual de empregos. O portal na internet será lançado em 2012.
Pessoas com deficiência terão, conforme o texto preliminar obtido pela Folha, facilidades e garantia de acessibilidade no Minha Casa, Minha Vida.
Devem ser distribuídos milhares de kits de adaptação para moradias já construídas, como maçanetas especiais e campainhas para surdos. Detalhes foram mantidos em sigilo nos últimos meses. O projeto é a nova “menina dos olhos” de Dilma e da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Em número de ações, ele supera o Brasil Sem Miséria, bandeira de Dilma para erradicar a pobreza extrema.

INCLUSÃO
O plano prevê a implantação das “casas inclusivas”, moradias para deficientes que necessitem de apoio profissional. Ampliará, ainda, o total de centros de referência e serviços de reabilitação.
Inicialmente não está na proposta a redução de imposto para a compra de equipamentos importados, como cadeira de rodas. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) vai apresentar um projeto de lei contemplando essa demanda. Presidente da comissão que trata do assunto e pai de uma menina com síndrome de Down, ele é um dos envolvidos no plano, ao lado de Mara Gabrilli (PSDB-SP), primeira deputada federal tetraplégica.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2709201121.htm

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II ENCONTRO ESTADUAL DE SÃO PAULO DA – ONCB

II ENCONTRO ESTADUAL DE SÃO PAULO DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL – ONCB

Conheça a programação completa do evento

http://oncb.vanmix.com.br/artigos/informacoes/97.html

 

Data: 07/06/2011
Hora: 18:11:51
Publicado por: admin
Publicado na página: informacoes

 

INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE, UM DIREITO DE TODOS E II ENCONTRO ESTADUAL DE SÃO PAULO DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL – ONCB

PERÍODO: 22 A 25 DE JUNHO
LOCAL – ITAPETININGA – SP

Programação

22/06 – Quarta feira

13:30 – 16:30 – Café inclusivo – Tarde de inclusão – Atividades práticas, realizadas com crianças e adolescentes
Oficineiros: Beto Pereira, Karol Sales e equipe CEPREVI

23/06 – Quinta feira.
09:00 – 13:30 – Receptivo no hotel, com coffee break de cortesia e alocações nos apartamentos (apenas para participantes hospedados)

15:00 – 15:40 – Abertura oficial – Hino nacional, composição mesa: Organizaçãodo evento,
representante do Presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB,
apoiadores e autoridades locais

15:40 – 16:00 – Fala Institucional da ONCB: história, presente e futuro da ONCB
Palestrante: José Antonio Ferreira Freire – Tesoureiro da ONCB
Moderador: Volmir Raimondi – CNS – ONCB – ULAC – FREC e ADVBG

16:00 – 16:30 – Palestra magna: A pessoa com deficiência visual como protagonista em distintos processos.
Palestrantes: Beto Pereira – Laramara – CEPREVI – ONCB
Karolline Sales – AVAPE – ONCB
Moderador: Wesley Gamaliel – CEPREVI

16:30 – 18:00 – Um cenário de oportunidades e desafios: esporte, saúde, assistência social e a defesa de direitos das pessoas com deficiência
Palestrantes: Volmir Raimondi – CNS – ONCB – ULAC – FREC e ADVBG
Mizael Conrado de Oliveira – CPB – ONCB – ULAC
Carlos Eduardo Ferrari – CNAS, ONCB, ULAC e AVAPE
José Antonio Ferreira Freire – CONADE – ONCB e APACE
Moderador: Beto Pereira – Laramara, CEPREVI e ONCB

18:00 – 18:20 – O movimento de cegos a partir da perspectiva dos jovens
Palestrantes: Felipe Soares de Sousa, Lucas Radaelli e Maurício Peixoto Almeida
Moderador: Beto Pereira – Laramara, CEPREVI e ONCB

20 h – Jantar

24/06 – Sexta feira

8:30 – 9:00 – A importância da profissionalização na consolidação dos movimentos
Palestrante: Natalia Guala – ULAC (Uruguai)
Moderador: Carlos Eduardo Ferrari – CNAS – ONCB – ULAC e AVAPE

9:00 – 9:30 – O papel, ações e programas da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência -SNPD referentes à acessibilidade e à defesa dos direitos
Palestrante: Antonio José do Nascimento Ferreira – Secretário da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Moderador: António Carlos Grandi – Fundação Dorina Nowill para Cegos e Delegado da ONCB

9:30 – 10:00 – Juntos podemos mais: a importância de atuarmos coletivamente na busca de interesses comuns
Palestrante: Carlos Eduardo Ferrari – CNAS – ONCB – ULAC e AVAPE
Moderador: José Antonio Ferreira Freire – ONCB

Espaço Afiliadas 1
10:00 – 10:20 – As ONGs e os recursos para pessoas com deficiência visual
Palestrante: Robert Mortimer – Laramara / Laratec
10:20 – 10:40 – Recursos de tecnologia assistiva e empregabilidade do deficiente visual
Palestrante: António Carlos Grandi – Fundação Dorina Nowill para Cegos e Delegado da ONCB
10:40 – 10:50 – Diálogo com a plenária – Fundação Dorina Nowill para Cegos e Laramara
Moderador: Mizael Conrado de Oliveira – CPB, ONCB e ULAC

10:50 – 11:15 – Cão-guia
Palestrantes: José dos Santos Filho e Marcelo Pânico – Instituto IRIS
Moderador: Volmir Raimondi – CNS, ONCB, ULAC, FREC e ADVBG

11:15 – 11:30 – Coffee break

11:30 – 12:00 – Bradesco, lado a lado com a acessibilidade
Palestrante: Banco Bradesco
Moderador: Carlos Eduardo Ferrari – CNAS, ONCB, ULAC e AVAPE

12:00 – 12:40 – O Movimento internacional de pessoas com deficiência visual
Palestrantes: Natália Guala – ULAC
Volmir Raimondi – CNS, ONCB, ULAC, FREC e ADVBG
Moderador: Mizael Conrado de Oliveira – CPB, ONCB e ULAC

12:40 – 13:00 – Manejo de conflitos
Palestrante (virtual): Ivelisse Villavicencio / Institución Organización Dominicana de Ciegos (República Dominicana)
Moderadora: Karolline Sales – AVAPE – ONCB

13:00 h – 14:40 – Almoço

Espaço Afiliadas 2
14:45 – 15:05 – Acessibilidade e preconceito: o que você tem a ver com isso?
Palestrante: Elleina Gonçalves Bonfante Moreti – CEPREVI
15:05 – 15:25 – Fala Institucional da AVAPE e FENAVAP
Palestrantes: Dra. Sylvia Cury – Presidente da AVAPE e Marcos Antonio Gonçalves – Presidente da FENAVAP
15:25 – 15:45 – “Cursos para capacitação de profissionais para atuarem
junto à pessoa com deficiência visual e/ou múltipla”.
Palestrantes: Ana Carolina Cavalinni e Valdecir Kuhl – Associação Cristiane da Costa
15:45 – 16:00 – Diálogo com a plenária – AVAPE, CEPREVI e Associação Cristiane da Costa
Moderador: Robert Mortimer – Laramara

16:00 – 16:30 – Audiodescrição
Palestrante: Marcelo Romoff / Instituto Vivo
Moderador: Mizael Conrado de Oliveira – CPB – ONCB – ULAC

16:30 – 16:40 – Coffee break

16:40 – 18:10 – Cabine cultural / exibição de filme com audiodescrição
Moderador: Beto Pereira – Laramara, CEPREVI e ONCB

18:10 – 18:30 – Formação e orientação dos grupos de trabalho
Moderação Coordenadores do evento
20:00 – Jantar especial – confraternização

25/06 – Sábado

9:00 – Composição dos grupos de trabalho
Moderação: Antonio José do Nascimento Ferreira

10:45 – 11:15 – Apresentação dos relatórios dos trabalhos de grupo
Moderação: Antonio José do Nascimento Ferreira

11:15 – Encerramento, entrega de certificados e Coffee break
13:00 – Retorno a São Paulo

 

 

 

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